EDITORIAL


Quando eu me poupe a falar,
Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar!
José Régio


Aqui o "Acordo Ortográfico" vale ZERO!
Reparos ou sugestões são bem aceites mas devem ser apresentadas pessoalmente ao autor.
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20170130

Chaminés de Viseu


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Chaminé revista com azulejos (1925) da Casa do Capitão Almeida Moreira (Museu Almeida Moreira), projecto do Arqº  Raúl Lino.

20160810

"Viseu 1930"


"Viseu 1930" 
F. de Almeida Moreira (1873-1939) - Intertítulos
Portugal, 1930
Género: documentário
Duração: 00:41:21, 18 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
AR: 1:1,33
Descrição: Imagens da cidade de Viseu e dos seus diversos pontos de interesse: igrejas, monumentos, fortes, casas quinhentistas e seiscentistas, palácios, hóteis, ruas e avenidas antigas e modernas, parques e pontes. | Film on the city of Viseu and its several touristic spots: churches, monuments, forts, 15th and 16th century houses, palaces, hotels, ancient and modern streets and avenues, parks and bridges.
Detentor de Direitos: Por favor contacte a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema para obter informações sobre os detentores de direitos. | Please contact the Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema for information about the rights holders.
ID CP-MC: 7000331

20160301

"Silhueta da cidade tirada de Fontelo"



"Viseu - Portugal - Silhueta da cidade tirada de Fontelo" - Bilhete postal ilustrado, edição da Comissão Municipal de Turismo, não circulado mas datável dos finais da década de 1930. As entradas da "Mata do Fontelo" e do Estádio Municipal, são criações do arquitecto Raúl Lino, amigo do Capitão Almeida Moreira. Esta entrada está situada na Avenida José Relvas e a cidade deixou de ser visível à medida que as árvores, principalmente plátanos foram crescendo.

20160118

"Guia da Cidade de Viseu" - 1931



"Guia da Cidade de Viseu", Edição da Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu (Dezembro 1931), Fotos de João C. Coutinho e Octávio Bobone, Gravuras dos Atelliers Marques Abreu, Capa de Eduardo Romero, Tipografia Porto Médico, Ltd. e Texto do Capitão Almeida Moreira (?)

20151120

Francisco de Almeida Moreira



Francisco António de Almeida Moreira, nasceu em Viseu 25 de Novembro 1873 [LER]. Aos oito anos já órfão de pai e mãe, passou a viver com o médico José António Almeida, tio e padrinho que foi o responsável pela sua formação. Estudou no Real Colégio Militar, na Escola Politécnica e seguiu a carreira militar, atingindo o posto de capitão em 1911. Colocado no RI14 em Viseu, por motivos de saúde, passou à situação de reserva em 1916 e começou a dedicar muita atenção ao estudo do património local. Foi professor de educação física, crítico de arte, vereador, vice-presidente da câmara municipal, presidente da Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu [LER], fundador e primeiro director do Museu Grão Vasco. Muitos melhoramentos e arranjos urbanísticos da cidade foram executados por iniciativa ou labor do Capitão Almeida Moreira, os melhores exemplos são o monumental painel de azulejos do Rossio e o Monumento a Viriato. Fez várias viagens de estudo ao estrangeiro, colaborou com diversos jornais e teve editados vários escritos. Coleccionador de objectos de arte fez amigos no meio artístico. Recebeu na sua casa, no Soar de Cima, vários artistas - Columbano, Joaquim Lopes e Luciano Freire entre outros. Faleceu em 18 de Dezembro de 1939 e a sua casa com todo o recheio, biblioteca e colecções de arte foram, por testamento, legados à cidade para que com o seu valioso espólio fosse criado um museu.
Foto: Busto do Capitão Almeida Moreira (Esc. Mariano Benlliure) inaugurado em 25/11/1973, na sua casa do Soar-de-Cima. em comemoração do centenário do seu nascimento.

20140924

Outro recado para o Sr. Dr. Jorge Sobrado


No finais da década de 1920 e na década de 30, António Francisco de Almeida Moreira foi o vereador da câmara municipal, responsável pelo urbanismo e estética e também figura muito influente na "Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu". Vem desse tempo a designação da nossa cidade como "Cidade Jardim", porque foram criados novos jardins ou melhorados existentes. O epíteto é portanto mais antigo e não derivou das rotundas, transformadas em verdadeiros canteiros pela administração municipal do Dr. Fernando Ruas, política que está a ser continuada pelo seu sucessor Dr. Almeida Henriques. Manter durante todo o ano todo ano flores nas rotundas mais centrais, mesmo que à custa de grandes despesas é um objectivo a cumprir, em breve começarão a ser transplantadas a flores de Outono e Inverno.
Se fosse possível ao Capitão Almeida Moreira, homem de grande cultura, bom gosto e sentido estético apurado que foi o fundador e primeiro director do Museu Grão Vasco, ver o estado deplorável a que chegou a Rua Dr. Luiz Ferreira (Rua do Comércio), tenho a certeza que ficaria muito revoltado. Os "vasos" para impedir o estacionamento são banais, de dimensões exageradas e estorvam a circulação dos pedestres. O município nos últimos anos tem vindo a desenvolver uma política de mobilidade e acessibilidade contraditória. Se por um lado facilita acessos, retirando degraus, colocando corrimões, demarcando percursos e passadeiras para invisuais, pelo outro instala placas toponímicas ou comemorativas e "vasos" nos passeios.
Claro que o gosto e a estética estão sempre a mudar mas esta "instalação"  não faz sentido, o simples bom senso desaconselhava a opção tomada, talvez por algum "inginheiro" e aprovada pelo seu vereador. Nesta rua existem os exemplares mais significativos da "Arte Nova" em Viseu, aplicada na construção e decoração de edifícios e fachadas (cantaria, azulejos e gradeamentos de ferro forjado) que deveriam ser respeitados. Os "vasos" ou melhor, "os monos" fazem excelente companhia aos candeeiros "modernos" que o Dr. Fernando Ruas fez instalar no centro histórico e também nesta rua que é o principal acesso ao "coração" do zona mais antiga da urbe.
Mas uma vez que esta minha avaliação negativa não deverá mudar nada, há gente muito teimosa... e para terminar tenho a ousadia de, mais uma vez me dirigir ao Sr. Dr. Jorge Sobrado, Coordenador do Gabinete de Imagem e Comunicação do Município, desta vez para lembrar a necessidade de logo que o tempo o permita, mandar renovar o "grafitti" da nova "Marca Viseu" que a passagem das viaturas e a chuva está a suprimir.

20130125

Reabriu o Museu Almeida Moreira


"Reaberto a 12 de dezembro de 2012, o Museu apresenta, na exposição permanente, um conjunto de obras selecionadas a partir da sua coleção particular, que refletem o seu gosto eclético enquanto colecionador e o seu notável critério aquisitivo e na exposição temporária, ”Faces da Vidacidade”, as diversas faces da vida de Almeida Moreira, intrinsecamente ligadas à cidade de Viseu e à dinamização cultural.
O Museu é igualmente um espaço de comunicação e interação entre as obras de arte e os visitantes." (...) [saber +]

20111125

António Francisco Almeida Moreira



António Francisco de Almeida Moreira (“Capitão Almeida Moreira”) 25/11/1873 - 18/12/1939, medalhão de Mariano Benlliure/1940 [ligação], no Cemitério Municipal de Viseu (antigo).
Breve biografia [ligação]

20110610

Capitão Almeida Moreira

Cap. Almeida Moreira, bronze do seu amigo Mariano Benlliure

O Capitão Almeida Moreira [ligação] esteve na génese da Federação Desportiva de Viseu, mais tarde designada como - Associação de Futebol de Viseu. A federação pretendia abranger todo o desporto e não apenas o futebol. Foi em sua Casa no Soar de Cima que no dia 8 de Outubro de 1926, reuniu a comissão organizadora que marcou para o dia 15 e no mesmo local, nova assembleia. A sessão fundadora foi presidida por Francisco de Almeida Moreira, estando presentes todos os membros da comissão: Agostinho Ferreira, Edmundo Oliveira e Abel Leonídio. Compareceram os seguintes clubes: Grupo União de Futebol (Francisco Lopes dos Santos), Sport Lisboa e Viseu (Jaime do Couto Moreira), Lusitano Futebol Clube (Manuel Sacramento), Sporting Clube de Viseu (Joaquim Pereira Correia) e Futebol Clube do Porto e Viseu (António de Pina). Faltaram dois clubes convidados: Sport Ribeira e Viriato e o Clube Académico de Futebol.
Os objectivo da federação eram “proibir a prática de certos jogos por pessoas fisicamente inadaptáveis, bem como a criação de uma corrente de disciplina no meio desportivo” e obrigar todos os clubes a procederem à sua legalização para poderem participar em futuras competições.

20100918

A Feira de Viseu e o Infante



Deixou a Feira de se realizar por falta de confirmação de D. Afonso V – a que talvez não tivessem sido estranhas as desinteligências havidas entre o Regente D. Pedro, como disse o saudoso Dr. Augusto Cid (…) – nos primeiros anos do seu reinado, voltando a realizar-se a instâncias do Infante D. Henrique, 1º Duque de Viseu, restabelecendo-a o mesmo rei com os mesmos privilégios que a de Tomar, sendo-lhe então marcado, para a sua realização, o prazo de 15 dias, a partir de 20 de Outubro, dia de Santa Iria, e autorizado o mesmo Infante a mandar fazer todas as barracas cujos alugueres receberia para mandar aplicar à sua Capela do Mosteiro da Batalha – (Carta de 3 de Janeiro de 1449).
Esta feira foi então das mais movimentadas e adquiriu tal desenvolvimento que aqui afluiam concorrentes das mais remotas partes e até os Mouros de Granada.

Dr. José Coelho "A Feira Franca de Viseu" in "Beira Alta - Arquivo Distrital", Volume XIX, Fascículo III (3º Trimestre) , Viseu 1960.

P.S. - Aspectos de feira tradicional, no monumental painel de azulejos do Rossio, Joaquim Lopes (1886/1956), azulejos da Fábrica do Agueiro, Vila Nova de Gaia (1931 - obra da Comissão de Iniciativa e Turismo)